Entrevista de Marco Almeida sobre segurança musculada e imigração

A parte da entrevista de Marco Almeida ao jornal público em Agosto de 2025 em que referia que o que lhe interessava era aproveitar os vereadores, que até podia ser do Chega mesmo que estes sejam militantes de um partido racista, xenófobo, com tiques fascizantes, etc, alguém que não aceita viver em Democracia como ela deve de ser, e que pretende com populismo levar-nos a um retrocesso civilizacional onde as propostas são vagas e onde procura fazer renascer o passado salazarista.


Mas Marco Almeida nunca enganou os munícipes ao que veio, além de se sentir ressabiado por ter perdido as anteriores eleições vem agora com um discurso populista, tal como o faria o Chega onde os imigrantes que contribuem para a riqueza do país são também eles incriminados, vejam como ele pretende tornar o Município um local de conflito policial, vejam uma parte da sua entrevista, relacionada com a forma como pretende oprimir e perseguir policialmente a população, claro que os vereadores do Chega se sentem aqui confortáveis, ao Jornal Público:

"- As sondagens dos partidos indicam um empate, ou seja, quem tiver mais votos terá-que negociar. Ganhando, com quem admite governar: PS ou Chega?
Só depois de ganhar saberei. A Câmara de Sintra é um desafio enorme para ser governado a quatro ou a cinco. Eu não diferencio os eleitos pela cor política; se há gente com competência técnica, é essa que vale.

- Não tem linhas vermelhas para o Chega?
Não ponho limites à governação da câmara, não tenho linhas vermelhas. Escolherei as pessoas mais competentes para exercer as funções em determinados pelouros. Há pessoas que estando eleitas podem optar pela sua vida profissional actual – João Soares teve pelouros com Fernando Seara a tempo parcial, por exemplo.

- O PSD aproxima-se do Chega na segurança e imigração. Como vai marcar a diferença em relação ao Chega que ganhou no concelho em Maio?
Acredito que as portas escancaradas na imigração e os problemas daí decorrentes empurraram o país para a direita com a pressão que se originou em algumas áreas. OPSD apontou um caminho. Com a entrada desregulada e descontrolada dos oito anos do Governo do PS, Sintra tem hoje cem mil imigrantes em 400.000 habitantes.

- Não há bairros de barracas como noutros concelhos, mas teve o caso do antigo colégio sobrelotado em Massamá.
Não vou aceitar que seja possível fatiar assoalhadas para que acolham cinco ou seis vezes mais pessoas do que o previsto. Isso desregula o funcionamento do condomínio do prédio e pressiona as infra-estruturas de água, de saneamento e de electricidade.

- Como se combate?
Com fiscalização. A Câmara Municipal de Sintra (CMS) recebe denúncias e não actua porque que não tem como resolver. Em 12 anos, não construiu um fogo a custos controlados para acolher população carenciada, e, mais grave ainda, vendeu terrenos urbanos prescindindo de construir. Não vale a pena o PS prometer dez mil habitações, porque isso não é possível até 2030 nem há capacidade financeira [na autarquia] para isso. Eu quero dar capacidade aos promotores para construírem habitação municipal; alterar o PDM sobretudo na zona rural, e fomentar cooperativas de habitação em que a câmara cede terrenos e fica com uma parte das casas.

- Falava da pressão da imigração sobre o espaço público …
Nós estamos na Avenida Miguel Bombarda, em Queluz, que era muito procurada do ponto de vista habitacional e na última década teve uma grande degradação do espaço público, como noutras zonas urbanas, e que a câmara não conservou. As pessoas não gostam de viver em sítios onde falta qualidade de vida, falta iluminação pública, falta conservação dos passeios, falta equipamento infantil, há carros abandonados.

- Não vai dizer que é por haver imigrantes…
Não é isso que eu estou a dizer. Estou a dizer que há uma degradação dos espaços e do ambiente urbano, as pessoas não gostam de viver nestes ambientes. Os residentes mudaram-se, houve excesso de oferta, as casas baixaram de preço significativamente e o concelho passou a ser procurado por pessoas de menor condição socioeconómica. É por isso que temos 100 mil imigrantes, o que pressiona os equipamentos públicos, as escolas, os centros de saúde, as creches. Eu não vou aceitar que a Avenida Miguel Bombarda, a partir das oito da noite, não possa ser frequentada.

- Então, o que vai fazer?
Vou disciplinar os horários dos estabelecimentos comerciais: não vai haver uma loja de conveniência a funcionar às 23h. Muitas vezes são geridas por imigrantes e são um foco de desacatos, barulho, criam um sentimento de insegurança. E vamos fazer fiscalização com intervenção policial, que impõe autoridade e regra.

- Quer uma segurança musculada? Mas as estatísticas criminais não dizem que Cacém ou Queluz sejam pontos com grande criminalidade.
Quero uma segurança musculada. Há esse sentimento de insegurança. As pessoas precisam sentir que podem sair à rua, que os filhos podem brincar na rua. Pergunte às pessoas que vivem na Avenida dos Bons Amigos (Cacém) ou aqui na Miguel Bombarda (Queluz) se têm ou se não esse sentimento de insegurança.
Eu vou construir a divisão da PSP de Sintra, as instalações para o destacamento da GNR, várias esquadras e postos, e instalar rapidamente as 144 câmaras de videovigilância aprovadas. Mas o Governo tem que assumir o compromisso de cumprir o rácio de afectação de pessoal. Temos menos 20 a 25% dos agentes que o concelho devia ter. E até lá estou disponível para ter um plafond de horas por via dos gratificados."

Se isto não é uma aproximação á ideologia do Chega Ventura eu não consigo outra definição, vai lá vai😎

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